Mastim Napolitano


História do Mastim Napolitano

O mastim napolitano teve sua raça reconhecida recentemente, graças ao escritor e cinófilo italiano Piero Scanziani. Ao participar como expectador da 1ª Exposição Canina em Nápoles, no ano de 1949, ficou impressionado com os oito exemplares de mastim napolitano apresentados durante o evento e pediu ao ENCI (Ente Nazionale Cinofilo Italiano – um instituto italiano de cinofilia) o reconhecimento oficial da raça, que foi concedido no ano de 1971.

Mastim Napolitano
Picture by Tim Dawson / Flickr

Ainda não se sabe exatamente como se deu o surgimento dessa raça. Sabe-se, porém, que é uma evolução do Molosso Romano, muito conhecido na Roma antiga por fazer parte das tropas romanas. Esse cachorro tinha como objetivo proteger um determinado local ou mesmo atacar e expandir seus territórios.

O Molosso Romano, com a participação do mastim napolitano, deu origem, ainda, a outras duas formações – o São Bernardo e o Rottweiler.

O mastim napolitano é considerado uma das raças de maior tamanho. Em alguns países, inclusive, é conhecido como “cachorro gigante”.


O surgimento da raça de cachorro ainda é bastante desconhecido. Porém, existem algumas hipóteses para essa evolução.

Cachorro Mastim Napolitano
Picture by Tim Dawson / Flickr

Uma delas é de que a raça teve origem no continente asiático. Ao passar pela Índia, Alexandre, o Grande teve o primeiro contato com o mastim napolitano. Tomou consigo alguns exemplares (os quais, ao que tudo indica, eram os primeiros a existir, de toda a raça) e os levou para Roma. O plano que tinha com os cães era de usá-los para que pudessem ajudar as tropas durante os combates, principalmente como vigias, devido à sua alta capacidade de atenção.

A segunda hipótese, porém, acredita que os cães foram levados à Inglaterra pelos fenícios. Há, inclusive, evidências da passagem da raça por aquela região na época da chegada do povo fenício.

A partir de então, os cachorros teriam se espalhado por boa parte do continente europeu e se concentrado em determinadas regiões, em especial da Itália, como a região da Campânia, onde teve forte concentração na província de Nápoles, entre outros lugares. Em algumas regiões italianas, o cachorro é conhecido como “cão boiadeiro”.

Existe, ainda, a possibilidade de o mastim napolitano ter sido o resultado de um cruzamento entre a raça do Molosso Romano e a do Pugnaces Britannie. Esta última, de origem inglesa, foi trazida pelos soldados romanos e também era utilizada nos exércitos. Assim como o Molosso Romano, tinha a função de guardar e proteger um determinado local.

Características do Mastim Napolitano

Assim como o Molosso Romano, o mastim napolitano tem um aspecto grande, forte e imponente.

Ao nascer, esse cachorro já possui uma grande estrutura óssea e seu peso costuma ser de 500 gramas. Com dois meses de idade, passa a ter 12 quilos. Aos seis meses, pode pesar em torno de 50 quilos. Quando adulto, alcança seu peso médio a partir dos 85 quilos, que pode variar, dependendo da altura que alcançar. O peso máximo que cada um deve atingir é determinado geralmente em torno dos três anos de idade.

A altura, entre os machos, atinge em torno de 77 cm.

Sua característica maior, porém, não está no tamanho do seu corpo, mas da sua cabeça. Esta sim é considerada a maior em relação ao tamanho da cabeça das demais raças – o crânio do mastim napolitano é largo e achatado entre as orelhas e, o focinho, além de grosso e curto, apresenta várias barbelas (rugas que se formam em consequência da pele caída em torno do pescoço).

Sua pelagem é curta e densa, de textura fina e áspera. Tanto a pelagem como os olhos podem se apresentar nas cores preto, azulado, cinza, marrom, tigrado e bege.

Raça Mastim Napolitano
Picture by Jason Dunnivant / Flickr

Por conta do seu temperamento, exige um tratamento especial e precisa ser adestrado por um profissional devido às tendências que herdou do seu ancestral, o Molosso Romano.

Sua mordida tem um impacto de até 3 quilos e pode, até mesmo, separar o osso. Porém, ataca somente sob comando. É o tipo de cão ideal para exercer a função de cão de guarda e tarefas afins, devido à sua grande capacidade de vigilância, concentração e atenção. Tem consciência das suas obrigações e sabe impor sua autoridade no local pelo qual está responsável.

Essa raça tende a desenvolver alguns problemas de saúde por conta da estrutura óssea que possui ou por conta do crescimento do corpo, que se dá de forma acelerada. Na maior parte das vezes, o problema é hereditário.

Saúde do Mastim Napolitano

Os problemas mais comuns são displaxia coxo femural (uma deficiência no encaixe do fêmur com a bacia), perda de cálcio em determinados ossos, obesidade, torção gástrica e dermatite.

A fim de prevenir que o cão desenvolva qualquer tipo de enfermidade, é preciso que tenha um acompanhamento veterinário regular. Além disso, é fundamental que o animal tenha uma rotina de exercícios físicos (como caminhadas) e uma boa orientação alimentar (ração de primeira qualidade e, se for necessário, suplementos de cálcio e vitaminas).

Apesar de todo o seu aspecto sério e pesado, não é um tipo de cão agressivo e pode ser uma ótima companhia.

E você, o que achou dessa incrível raça? Deixe o seu comentário abaixo.


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1 pensamento em “Mastim Napolitano”

  1. Boa tarde!
    Ótima matéria, porém, favor corrigir “quando de volta os levou a Roma” Alexandre retornaria a Macedônia, Roma se quer existia como Império.
    Outro detalhe diz respeito a pressão de mordedura, acredito que não seja de 3 Kg.
    Qual o custo de manutenção/alimentação com um exemplar adulto?

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