Dálmata


História do Dálmata

A origem do dálmata é desconhecida, mas provavelmente se trata de uma raça antiga.

Uma das hipóteses para o seu surgimento é que tenha origem dinamarquesa. Possui grande popularidade na Dinamarca até os dias de hoje e, em muitos países, é conhecido como “pequeno dinamarquês”.

Dálmata
Reprodução

É possível que seja uma geração do Great Dane – o Dogue alemão ou dinamarquês – na sua versão manchada, ou do Pointer, ou mesmo do Braco de Bengala, o qual entrou em extinção, mas que foi muito conhecido na Inglaterra durante o século XVII.

Ilustrações encontradas na Grécia e no Oriente reproduzem cachorros semelhantes ao que seria o dálmata nos dias de hoje. No Egito antigo, foram encontrados vestígios arqueológicos de cães manchados sobre as pirâmides e sobre as tumbas dos faraós.


Seu nome deriva de Dalmatia – país que, atualmente, conhecemos como Croácia, localizada no oeste da Iugoslávia. A raça teria herdado esse nome devido ao fato de ter sido adestrada, em grande número, naquela região.

Também pode ter sido originado no Reino Unido, considerando que a raça do dálmata é muito difundida por lá, até hoje. Pode ter sido o ponto de partida para a sua disseminação ao redor do mundo.

Filhote de Dalmata
Reprodução

O dálmata já foi empregado em várias funções, entre elas: cachorro de briga, pastor, cão de tração, caçador de ratos e cão de circo. Teve maior destaque como cão de carruagem na Inglaterra. Nessa função, o dálmata tinha como objetivo impedir que os cavalos fossem atacados por cães, além de, simplesmente, fazer um diferencial na estética da carruagem. Poderiam se posicionar ao lado, na frente ou atrás do carro. A posição atrás da carruagem era considerada a mais elegante. Era comum cada família de dálmata escolher um dos três postos para atuar, sem possibilidade de mudança posterior. Sendo assim, os membros de cada família deveriam respeitar a posição determinada e manter esse posto, passando-o adiante para os novos membros, à medida que a família fosse crescendo. A posição escolhida por cada família poderia, até mesmo, exercer certa influência na personalidade do animal.

Com o surgimento do automóvel, porém, o dálmata perdeu sua função e, consequentemente, sua popularidade na Inglaterra diminuiu. Ao contrário dos Estados Unidos, que usavam cavalos para puxar os carros de bombeiros. Dessa forma, o dálmata continuou exercendo a função de cão de carruagem, ganhando a fama de “cão dos bombeiros”.

Com o lançamento do filme “101 Dálmatas”, de Walt Disney, em 1961, a raça teve sua marca registrada e passou a ser muito paparicada por toda parte.

Características físicas do Dálmata

A pelagem é a sua característica mais marcante e a responsável pela elegância natural do dálmata: as manchas.

Ao nascer, o corpo do filhote apresenta a pelagem branca, na sua totalidade. As pintas aparecem apenas cerca de 12 dias após o nascimento.

As manchas são numulárias (possuem o formato de uma moeda pequena) e apresentam um contorno bem desenhado, arredondado e são bem distribuídas pelo corpo. As pintas apresentadas na cabeça, orelha e cauda são sempre menores do que aquelas apresentadas ao longo do corpo.

A coloração das pintas pode ser tanto preta como castanha (marrom), em fundo branco. A diferença entre as cores das manchas ocorre por conta dos alelos (genes que se juntam a fim de formar uma determinada característica, no caso, do animal). Os cães que possuem a pelagem preta podem ser identificados como “homozigotos” ou “heterozigotos” e aqueles de pelagem castanha, de “recessivos”. É necessário afirmar, porém, que pode-se encontrar cores diferenciadas nas raças recessivas.

Os pelos são curtos, duros, lisos e brilhantes e sua cauda é longa.

É uma raça de grande porte. Entre os adultos, o macho pode pesar de 25 a 32 kg e alcançar a altura de 50 a 61 cm; a fêmea pode atingir o peso de 22,5 a 29 kg e a altura de 50 a 59 cm, medindo-se sempre a partir da cernelha (região na qual se encontram as espáduas em forma de cruz, considerando apenas a distância da extremidade da cernelha até a base da pata). A cabeça do animal não é usada como referência.

Temperamento do Dálmata

Dálmata Filhote
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Trata-se de um cachorro forte e musculoso, mas hoje em dia é considerado perfeito como “cão de companhia” devido ao fato de não ser do tipo agressivo, mas inteligente, dócil, amigável, prestativo e alegre. Pode ser adestrado facilmente e não tem o costume de latir. Também é ideal como cão-guia.

No geral, são amistosos com outros animais, principalmente com os cavalos.

Embora tenha habilidade para servir como cão de guarda e caça – é desconfiado e tem um bom olfato para caçar animais pequenos –, não é indicado para tais funções.

São capazes de transmitir seus desejos por meio de expressões corporais e latidos e podem correr grandes distâncias.

Saúde do Dálmata

Apesar do seu bom temperamento e de ser uma raça tão bonita, é comum que desenvolva alguns problemas de saúde, entre eles: displaxia coxofemural, cálculos urinários, atopia e surdez.

A displaxia coxofemural é uma doença que acomete cães e gatos de grande porte, nas raças que tendem a apresentar um crescimento acelerado. Trata-se de uma discrepância entre a massa muscular primária e o crescimento ósseo, que ocorre com rapidez, afetando, assim, a articulação coxofemural.

A atopia se refere à tendência de o indivíduo desenvolver alterações em seu sistema imunológico causando problemas como dermatite, rinite alérgica e asma. No caso da atopia, o aparecimento dessas doenças se dá de forma hereditária.

Cuidados para o bem-estar do Dálmata

O principal cuidado que o dono do dálmata deve ter é de manter uma rotina de prática de exercícios, todos os dias, de modo que o cachorro possa se comportar bem no ambiente familiar.

Além disso, é um animal que não deve ser mantido na coleira, pois precisa de espaço e deve ser tratado com mansidão.


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